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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Dicas para Interpretar textos

Vou colocar aqui algumas dicas para quando você interpretar um texto:

1° - O autor escreveu com uma intenção - tentar descobrir qual é ela é a chave.

2° - Leia todo o texto uma primeira vez de forma despreocupada - assim você verá apenas os aspectos superficiais primeiro

3° - Na segunda leitura observe os detalhes, visualize em sua mente o cenário, os personagens - Quanto mais real for a leitura na sua mente, mais fácil será para interpretar o texto.

4° - Duvide do(a) autor(a) - Leia as entrelinhas,perceba o que o(a) autor(a) te diz sem escrever no texto.

5° - Não tenha medo de opinar - Já vi em sala de aula muitos alunos terem medo de dizer o que achavam e a resposta estaria correta se tivessem dito.

6° - Visualize vários caminhos, várias opções e interpretações - Só não viaje muito na interpretação.Veja os caminhos apontados pela escrita do(a) autor(a). Apegue-se aos caminhos que lhe são mostrados.

7° - Identifique as características físicas e psicológicas dos personagens - Se um determinado personagem tem como característica ser mentiroso, por exemplo, o que ele diz no texto poderá ser mentira não é mesmo? Analisar e identificar os personagens são pontos necessário para uma boa interpretação de texto.

8° - Observe a linguagem, o tempo e espaço - A sequência dos acontecimentos, o feedback, conta muito na hora de interpretar.

9° - Analise os acontecimentos de acordo com a época do texto - É importante que você saiba ou pesquise sobre a época narrada no texto, assim, certas contradições ou estranhamentos vistos por você podem ser apenas a cultura da época sendo demonstrada.

10° - Leia quantas vezes achar que deve - Não entendeu? Leia de novo. Nem todo dia estamos concentrados e a rapidez na leitura vem com o hábito.

De 5° a 8°, Enem com Gabarito


1° TEXTO

BUROCRATAS CEGOS
A decisão, na sexta-feira, da juíza Adriana Barreto de Carvalho Rizzotto, da 7a Vara Federal do Rio, determinando que a Light e a Cerj também paguem bônus aos consumidores de energia que reduziram o consumo entre 100 kWh e 200 kWh fez justiça. A liminar vale para todos os brasileiros. Quando o Governo se lançou nessa difícil tarefa do racionamento, não contou com tamanha solidariedade dos consumidores. Por isso, deixou essa questão dos bônus em suspenso. Preocupada com os recursos que o Governo federal terá que desembolsar com os prêmios, a Câmara de Gestão da Crise   de   Energia tem evitado encarar essa questão, muito embora o próprio presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, já tenha dito que o bônus será pago. Decididamente, os consumidores não precisavam ter lançado mão da Justiça para   poder   ter   a   garantia   desse   direito. Infelizmente,   o permanente desrespeito ao contribuinte ainda faz parte da cultura dos burocratas brasileiros. Estão constantemente preocupados em preservar a máquina do Estado. Jamais pensam na sociedade e nos cidadãos. Agem como se logo mais na frente não precisassem da população para vencer as barreiras de mais essa crise. (Editorial de O Dia, 19/8/01)

1) De acordo com o texto: 
a) a juíza expediu a liminar porque as companhias de energia elétrica se negaram a pagar os bônus aos consumidores.
b) a liminar fez justiça a todos os tipos de consumidores.
c) a Light e a Cerj ficarão desobrigadas de pagar os bônus se o Governo fizer a sua parte.
d) o excepcional retorno dado pelos consumidores de energia tomou de surpresa o Governo.
e) o Governo pagará os bônus, desde que as companhias de energia elétrica também o façam.

2) Só não se depreende do texto que: 
a) os burocratas brasileiros desrespeitam sistematicamente o contribuinte.
b) o governo não se preparou para o pagamento dos bônus.
c) o chefe do executivo federal garante que os consumidores receberão o pagamento dos bônus.
d) a Câmara de Gestão está preocupada com os gastos que terá o Governo com o pagamento dos bônus.
e) a única forma de os consumidores receberem o pagamento dos bônus é apelando para a Justiça.

3) De acordo com o texto, a burocracia brasileira: 
a) vem ultimamente desrespeitando o contribuinte.
b) sempre desrespeita o contribuinte.
c) jamais desrespeitou o contribuinte.
d) vai continuar desrespeitando o contribuinte.
e) deixará de desrespeitar o contribuinte.

4) A palavra que justifica a resposta ao item anterior é: 
a) infelizmente
b) constantemente
c) cultura
d) jamais
e) permanente

5) Os burocratas brasileiros: 
a) ignoram o passado.
b) não valorizam o presente.
c) subestimam o passado.
d) não pensam no futuro.
e) superestimam o futuro.

6) Pode-se afirmar, com base nas idéias do texto: 
a) A Câmara de Gestão defende os interesses da Light e da Cerj.
b) O presidente da República espera poder pagar os bônus aos consumidores.
c) Receber o pagamento dos bônus é um direito do contribuinte, desde que tenha reduzido o consumo satisfatoriamente.
d) Os contribuintes não deveriam ter recorrido à Justiça, porque a Câmara de Gestão garantiu o pagamento dos bônus.
e) A atuação dos burocratas brasileiros deixou a Câmara de Gestão preocupada.


2° TEXTO
É consenso entre os economistas que o setor automobilístico é o que impulsiona a economia de qualquer país. QUATRO RODAS foi conferir e viu que os números são espantosos. A começar pelo mercado de trabalho. Estima-se que um  emprego  em  uma  fábrica  de  carros  gera, indiretamente, 46 outros empregos. Por esse cálculo, 5 milhões de brasileiros dependem, em maior ou menor grau, dessa indústria. Até na construção civil a presença das rodas é enorme: 1 em cada 4 metros quadrados de espaço nas grandes cidades se destina  a ruas ou estacionamentos.  Na ponta do lápis, o filão da economia relacionado a automóveis movimentou, no ano passado, pelo menos 216 bilhões de dólares. Como o PIB brasileiro, nesse período, foi  de 803 bilhões de dólares (e ainda não havia ocorrido a maxidesvalorização), cerca de 1 em cada 4 reais que circularam no país andou sobre rodas em 1998. (Quatro Rodas, março/99)

7) Segundo o texto, a economia de um país: 
a) é ajudada pelo setor automobilístico.
b) independe do setor automobilístico.
c) às vezes depende do setor automobilístico.
d) não pode prescindir do setor automobilístico.
e) fortalece o setor automobilístico.

8) A importância do setor automobilístico é destacada: 
a) por boa parte dos economistas
b) pela maioria dos economistas
c) por todos os economistas
d) por alguns economistas
e) pelos economistas que atuam nessa área

9) Pelo texto, verifica-se que: 
a) alguns países têm sua economia impulsionada pelo setor automobilístico.
b) o PIB brasileiro seria melhor sem o setor automobilístico.
c) para os economistas, o setor automobilístico tem importância relativa na economia brasileira.
d) cinco milhões de brasileiros têm seu sustento no setor automobilístico.
e) em 1998, três quartos da economia brasileira não tinham relação com o setor automobilístico.

10) “A começar pelo mercado de trabalho.” Das alterações feitas na passagem acima, aquela que lhe altera basicamente o sentido é:  
a) a princípio pelo mercado de trabalho
b) começando pelo mercado de trabalho
c) em princípio pelo mercado de trabalho
d) principiando pelo mercado de trabalho
e) iniciando pelo mercado de trabalho

11) Segundo o texto, o setor automobilístico: 
a) está presente em segmentos diversos da sociedade.
b) limita-se às fábricas de veículos.
c) no ano de 1988 gerou salários de aproximadamente 216 bilhões de dólares.
d) ficou imune à maxidesvalorização.
e) gera, pelo menos, 47 empregos por fábrica de automóveis.

12) A palavra ou expressão que justifica a resposta ao item anterior é: 
a) qualquer
b) gera
c) até
d) na ponta do lápis
e) no país



3° TEXTO
Vários planetas são visíveis a olho nu: Marte, Júpiter, Vênus, Saturno e Mercúrio. Esses astros já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de povos ainda mais antigos, como os babilônios.  Apesar de sua semelhança com as estrelas, os planetas eram identificados pelos povos da Antigüidade graças a duas características que os diferenciavam. Primeiro: as estrelas, em curtos períodos, não variam de posição umas em relação às outras. Já os planetas mudam de posição no céu com o passar das horas. À noite, esse movimento pode ser percebido com facilidade.    Segundo: as estrelas    têm   uma    luz   que,   por    ser    própria, pisca levemente. Já os planetas, que apenas refletem a luz do Sol, têm um brilho fixo. Os planetas mais distantes da Terra só puderam ser descobertos bem mais tarde, com a ajuda de aparelhos ópticos como o telescópio. “O primeiro deles a ser identificado foi Urano, descoberto em 1781 pelo astrônomo inglês William Herschel”, afirma a astrônoma Daniela Lázzaro, do Observatório Nacional do Rio de Janeiro. (Superinteressante, agosto/01)

13) Com relação às idéias contidas no texto, não se pode afirmar que: 
a) os gregos não conheciam o planeta Urano.
b) os gregos, bem como outros povos da Antigüidade, conheciam vários planetas do Sistema Solar.
c) a olho nu, os planetas se assemelham às estrelas.
d) os povos da Antigüidade usavam aparelhos ópticos rudimentares para identificar certos planetas.
e) os povos antigos sabiam diferençar os planetas das estrelas, mesmo sem aparelhos ópticos.

14) Infere-se do texto que a Astronomia é uma ciência que, em dadas circunstâncias, pode prescindir de: 
a) estrelas
b) planetas
c) instrumentos
d) astrônomos
e) estrelas, planetas e astrônomos

15) A locução prepositiva “graças a”  tem o mesmo valor semântico de: 
a) mas também
b) apesar de
c) com
d) por
e) em

16) “Esses astros já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também 
de povos ainda mais antigos...” Das alterações feitas na passagem acima, aquela que apresenta sensível alteração de sentido é: 
a) Esses astros já eram conhecidos não somente dos  gregos, como também de povos ainda mais antigos.
b) Tais planetas já eram conhecidos não apenas dos  gregos, mas também de povos ainda mais antigos.
c) Esses astros já eram conhecidos não apenas pelos gregos, mas também por povos ainda mais antigos.
d) Esses astros já eram conhecidos tanto pelos gregos, como por povos ainda mais antigos.
e) Esses astros já eram conhecidos não apenas através dos gregos, mas também através de povos mais antigos.

17) A diferença que os antigos já faziam entre estrelas e planetas era de: 
a) brilho e posição
b) beleza e posição
c) importância e disposição
d) brilho e importância
e) beleza e disposição

18) Infere-se do texto que o planeta Netuno: 
a) era conhecido dos gregos.
b) foi descoberto sem ajuda de aparelhos ópticos.
c) foi descoberto depois de Plutão.
d) foi descoberto depois de Urano.
e) foi identificado por acaso.

19) Segundo o texto, as estrelas: 
a) nunca mudam de posição.
b) são iguais aos planetas.
c) não piscam.
d) só mudam de posição à noite.
e) mudam de posição em longos períodos de tempo.


4° TEXTO
Não faz muito tempo, a mata virgem, as ondas generosas e as areias brancas da Praia do Rosa, no sul catarinense, despertaram a atenção de surfistas e viajantes em busca de lugares inexplorados. Era meados dos anos 70, e este recanto permanecia    exclusivo    de poucas   famílias   de pescadores. O tempo passou e hoje “felizmente”, conforme se ouve em conversas com a gente local, o Rosa não mudou. Mesmo estando localizada a apenas 70 quilômetros de Florianópolis e vizinha do badalado Balneário de Garopaba, a Praia do Rosa preserva, de    forma    ainda    bruta,    suas    belezas    naturais.   É   claro    que houve mudanças desde sua descoberta pelos forasteiros. Mas, ao contrário de muitos lugarejos de nossa costa que tiveram a natureza devastada pela especulação imobiliária, esta região resiste intacta graças a um pacto entre moradores e donos de pousadas. Uma das medidas adotadas por eles, por exemplo, é que  ninguém ocupe  mais de 20%  de seu terreno com construção. Assim, o verde predomina sobre os morros de frente para o mar azul repleto de baleias. Baleias? Sim, baleias francas, a mais robusta entre as espécies desses mamíferos marinhos, que chegam a impressionantes 18 metros e até 60 toneladas. (Sérgio T. Caldas, na Os caminhos da Terra, dez./00)

20) Quanto à Praia do Rosa, o autor se contradiz ao falar: 
a) da localização
b) dos moradores
c) da mudança
d) do tempo
e) do valor

21) O texto só não nos permite afirmar, com relação à Praia do Rosa: 
a) mantém intactas suas belezas naturais. 
b) manteve-se imune à especulação imobiliária.
c) não fica distante da capital do Estado.
d) no início dos anos 70, surfistas e exploradores se encantaram com suas belezas naturais.
e) trata-se de um local tranqüilo, onde todos respeitam a natureza.

22) Pelo visto, o que mais impressionou o autor do texto foi a presença de: 
a) moradores
b) baleias
c) surfistas
d) donos de pousadas
e) viajantes

23) O fator determinante para a preservação do Rosa é: 
a) a ausência da especulação imobiliária
b) o amor dos moradores pelo lugar
c) a consciência dos surfistas que freqüentam a região
d) o pacto entre moradores e donos de pensão
e) a proximidade de Florianópolis

24) O primeiro período do segundo parágrafo terá o seu sentido alterado se 
for iniciado por: 
a) a despeito de estar localizada
b) não obstante estar localizada
c) ainda que esteja localizada
d) contanto que esteja localizada
e) posto que estivesse localizada

25) O adjetivo empregado com valor conotativo é: 
a) generosas
b) exclusivo
c) bruta
d) intacta
e) azul

26) O adjetivo “badalado”: 
a) pertence à língua literária e significa importante.
b) é linguagem jornalística e significa comentado.
c) pertence à língua popular e significa muito falado.
d) é linguagem científica e significa movimentado.
e) pertence à língua coloquial e significa valiosa.



5° TEXTO
A vida é difícil para todos nós. Saber disso nos ajuda porque nos poupa da autopiedade. Ter pena de si mesmo é uma viagem que não leva a lugar nenhum. A autopiedade, para ser justificada, nos toma um tempo enorme na construção   de   argumentos   e   motivos   para nos entristecermos com uma coisa absolutamente natural: nossas dificuldades. Não vale a pena perder tempo se queixando dos obstáculos que têm de ser superados para sobreviver e para crescer. É melhor ter pena dos outros e tentar ajudar os que estão perto de você e    precisam de uma mão amiga, de um sorriso de encorajamento, de um abraço de conforto. Use sempre suas melhores qualidades para  resolver problemas, que são: capacidade de amar, de tolerar e de rir. Muitas pessoas vivem a se queixar de suas condições desfavoráveis, culpando as circunstâncias   por suas   dificuldades ou fracassos. As pessoas que se dão bem no mundo são  aquelas que saem em busca de condições favoráveis e se não as encontram se esforçam por criá-las. Enquanto você acreditar que a vida é um jogo de sorte vai perder sempre. A questão não é receber boas cartas, mas usar bem as que lhe foram dadas. (Dr. Luiz Alberto Py, in O Dia, 30/4/00)

27) Segundo o texto, evitamos a autopiedade quando: 
a) aprendemos a nos comportar em sociedade.
b) nos dispomos a ajudar os outros.
c) passamos a ignorar o sofrimento.
d) percebemos que não somos os únicos a sofrer.
e) buscamos o apoio adequado.

28) Para o autor, o mais importante para a pessoa é: 
a) perceber o que ocorre à sua volta.
b) ter pena das pessoas que sofrem.
c) buscar conforto numa filosofia ou religião.
d) esforçar-se para vencer as dificuldades.
e) estar ciente de que, quando menos se espera, surge a dificuldade.

29) A autopiedade, segundo o autor: 
a) é uma doença.
b) é problema psicológico.
c) destrói a pessoa.
d) não pode ser evitada.
e) não conduz a nada.

30) A vida é comparada a um jogo em que a pessoa: 
a) precisa de sorte.
b) deve saber jogar.
c) fica desorientada,
e) geralmente perde.
e) não pode fazer o que quer.

31) A superação das dificuldades da vida leva: 
a) à paz
b) à felicidade
c) ao equilíbrio
d) ao crescimento
e) à auto-estima

32) Os sentimentos que levam à superação das dificuldade são: 
a) fé, tolerância, abnegação
b) amor, desapego, tolerância
c) caridade, sensibilidade, otimismo
d) fé, tolerância, bom humor
e) amor, tolerância, alegria

33) Para o autor: 
a) não podemos vencer as dificuldades.
b) só temos dificuldades por causa da nossa imprevidência.
c) não podemos fugir das dificuldades.
d) devemos amar as dificuldades.
e) devemos procurar as dificuldades.





Gabarito esta abaixo.



GABARITO DOS EXERCÍCIOS:
1- d  
2- e 
3- b  
4- e 
5- d 
6- c  
7- d  
8- c  
9- e  
10- c  
11- a  
12- c  
13- d  
14- c  
15- d 
16- e 
17- a  
18- d  
19- e 
20- c 
21- d  
22- b  
23- d  
24- d  
25- a 
26- c  
27- d  
28- d  
29- e  
30- b  
31- d  
32- e  
33- c

domingo, 5 de maio de 2013


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Piadas


As atividades abaixo foram retiradas do quarto encontro do Projeto 77 Escolas, e está disponibilizado em: http://portalsme.prefeitura.sp.gov.br/Documentos/BibliPed/EnsFundMedio/CicloII/AprenderPadroes/Aprender_Padroes_Lingua_Escrita_Modo_Reflexivo_Parte_I_Prof.pdf

Texto 4 Piadas

Pontuando a piada para ler melhor

Nesta lição, você vai aprender a ler e interpretar piada e usar sinal de pontuação.
Ri melhor quem ri junto
Você conhece aquela piada do Juquinha? Confira:

Um dia, a mãe de Juquinha estava se arrumando pra sair. O menino chegou e disse:
— Manhê, por que você se pinta tanto?
— Pra ficar bonita, Juquinha.
— Então, por que não fica?
E o Juquinha continuou aprontando...

A visita está saindo. A mãe pergunta ao filho, que está por perto:
— E o que é que a gente diz quando a visita vai embora?
— Graças a Deus!

Quer mais? Que tal preparar uma piada pra contar para a classe?

Atividade 02
Preparando para contar uma boa
Com um colega, ensaie a leitura de uma piada que sua professora vai sortear. Mantenha segredo. Não conte antes da hora para não quebrar a surpresa, porque piada boa tem que ser nova, certo? Ao ler, observe a pontuação ao final de cada frase para dar a entonação certa.

Material para o professor:
Faça uma cópia das piadas abaixo. Depois corte cada célula deixe que cada dupla sorteie uma para ler ou contar para os colegas.


PIADAS
— Você tem aí quinhentos mangos pra me emprestar?
— Não.
— E em casa?
— Tudo bem, obrigado. (1)
— Desculpe, querida, mas eu tenho a impressão de que você quer casar comigo só porque eu herdei uma fortuna do meu tio.
— Imagine, meu bem! Eu me casaria com você mesmo que tivesse herdado a fortuna de outro parente qualquer! (1)
Diálogo de duas crianças:
— Eu nasci nessa casa.
— Eu nasci no hospital.
— Por quê? Você estava doente? (1)
Chega o menino curioso pra perto do pai, visitando um pomar:
— Pai, que fruta é essa?
— São ameixas-pretas, meu filho.
— Pretas como, meu pai, se elas são brancas?
— Ah, meu filho, elas estão brancas porque ainda são verdes.(1)
Careca: Me dá um vidro de loção pra crescer cabelo.
Caixeiro: Grande ou pequeno?
Careca: Pequeno, que eu não gosto de cabelo muito comprido. (2)
Gago: o... a...ca...ca...valheiro...po...poderia... me... me... infor...informar... on...on...onde é... que... tem... por a...por aqui... u...u...uma esco...escola... pra... ga...gagos?
Cavalheiro: Para que o senhor quer escola se já está gaguejando tão bem? (2)
Amigo: Posso lhe dizer uma coisa no ouvido?
Outro: Diga.
Amigo: Como é que você teve coragem de casar com uma mulher careca, desdentada e tão feia?
Outro: Não precisa falar baixo. Ela é surda também. (2)
Diálogo no hospício:
Guarda: Que é que você está fazendo aí?
Doido: Escrevendo uma carta.
Guarda: Pra quem?
Doido: Pra mim mesmo.
Guarda: E o que é que diz a carta?
Doido: Não sei, ainda não recebi! (2)
Ela: Como o senhor é diferente do que eu imaginava!
Poeta famoso: Pensava, naturalmente, que eu era gordo, baixinho e feio?
Ela: Ao contrário! Imaginava que o senhor era esbelto, alto e bonito! (2)
A professora mandou o Joãozinho escrever 50 vezes a palavra “coube”, pois o garoto insistia em dizer “cabeu”.
Alguns minutos depois, o Joãozinho entregou uma folha cheia de “coubes”:
Espere aí. Você escreveu apenas 48 vezes, por quê?
Ah, fessora, é que num cabeu... (3)
A professora pergunta pro Joãozinho:
Joãozinho, seu eu te der dez laranjas e depois te dar mais dez laranjas, você fica com... com...
CONTENTE! (3)
O Joãozinho apanhou da vizinha e sua mãe foi tirar satisfação:
Por que a senhora bateu no meu filho?
É porque ele me chamou de gorda!
E a senhora acha que vai emagrecer batendo nele? (3)
A mulher comenta com o marido:
— Querido, hoje o relógio caiu da parede da sala e por pouco não bateu
  na cabeça da mamãe...
— Maldito relógio. Sempre atrasado... (4)
Um baiano deitado na rede pergunta pro amigo:
— Meu rei... tem aí remédio pra picada de cobra?
— Tem não, meu lindo. Por que, você foi picado?
— Não, mas tem uma cobra vindo na minha direção. (4)
O empregado diz ao patrão que está chegando da rua:
— Está chegando da feira, seu velho imbecil, otário e idiota?
— Não! Eu estou voltando do médico que me curou da surdez! (5)
O sujeito vai pedir aumento pro chefe:
— Acho melhor o senhor me promover! Tem muitas empresas me procurando...
— É mesmo? - pergunta o chefe, irônico - Quais são essas empresas?
— A empresa de eletricidade, a empresa de saneamento, a empresa de telefone e as maiores empresas de cobrança do país! (5)
Joãozinho observa atentamente o padre, enquanto este conserta a cerca do jardim da igreja. Notando o interesse do garoto, o padre pergunta:
Você quer aprender como se conserta uma cerca, não é, meu filho?
Não, padre! Só tô curioso pra saber o que um padre fala quando dá uma martelada no dedo! (5)
Dois amigos conversam sobre as maravilhas do Oriente... Um deles diz:
Quando completei 25 anos de casado, levei minha mulher ao Japão.
Não diga? E o que pensa fazer quando completarem 50?
Volto lá para buscá-la... (6)
Doutor, como eu faço para emagrecer?
Basta a senhora mover a cabeça da esquerda para direita e da direita para esquerda.
Quantas vezes, doutor?
Todas as vezes que lhe oferecerem comida. (6)

O Joãozinho vai com sua irmã visitar a avó:
— Vovó, como é que as crianças nascem?
— Bem, as cegonhas trazem as criancinhas no bico, meus netinhos.
Joãozinho cochicha para a sua irmã:
— E aí, o que é que você acha? Contamos a verdade para ela? (7)
(1) POSSENTI, Sírio. Os humores da língua: análises lingüísticas de piadas. Campinas, SP: Mercado das Letras, 1998.
(2) NUNES, Max. Uma pulga na camisola: o máximo de Max Nunes. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.


O empregado diz ao patrão que está chegando da rua:
— Está chegando da feira, seu velho imbecil, otário e idiota?
— Não! Eu estou voltando do médico que me curou da surdez! (5)
O sujeito vai pedir aumento pro chefe:
— Acho melhor o senhor me promover! Tem muitas empresas me procurando...
— É mesmo? - pergunta o chefe, irônico - Quais são essas empresas?
— A empresa de eletricidade, a empresa de saneamento, a empresa de telefone e as maiores empresas de cobrança do país! (5)
Joãozinho observa atentamente o padre, enquanto este conserta a cerca do jardim da igreja. Notando o interesse do garoto, o padre pergunta:
Você quer aprender como se conserta uma cerca, não é, meu filho?
Não, padre! Só tô curioso pra saber o que um padre fala quando dá uma martelada no dedo! (5)
Dois amigos conversam sobre as maravilhas do Oriente... Um deles diz:
Quando completei 25 anos de casado, levei minha mulher ao Japão.
Não diga? E o que pensa fazer quando completarem 50?
Volto lá para buscá-la... (6)
Doutor, como eu faço para emagrecer?
Basta a senhora mover a cabeça da esquerda para direita e da direita para esquerda.
Quantas vezes, doutor?
Todas as vezes que lhe oferecerem comida. (6)

O Joãozinho vai com sua irmã visitar a avó:
— Vovó, como é que as crianças nascem?
— Bem, as cegonhas trazem as criancinhas no bico, meus netinhos.
Joãozinho cochicha para a sua irmã:
— E aí, o que é que você acha? Contamos a verdade para ela? (7)
(1) POSSENTI, Sírio. Os humores da língua: análises lingüísticas de piadas. Campinas, SP: Mercado das Letras, 1998.
(2) NUNES, Max. Uma pulga na camisola: o máximo de Max Nunes. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.


Dica para o professor:

A piada é um gênero textual que opera fortemente com estereótipos e aborda temas proibidos ou “politicamente incorretos”, evitados nos círculos sociais mais bem comportados e polidos. Entretanto, exatamente por esse seu caráter marginal, a piada é muito popular e cultivada universalmente. Como são textos curtos, apresentam muito diálogo e exploram jogos de linguagem, aprofundam a leitura dos estudantes e aguçam seu espírito crítico e sua percepção das estratégias lingüísticas para produção de sentidos. O professor deve estar atento e manter a atividade nos limites do possível na escola, evitando abrir a proposta para que os estudantes tragam para a sala de aula piadas inadequadas ao ambiente e aos propósitos e, com essa atitude, criem situações constrangedoras para os colegas e o professor. 

Hora da risada!
Agora é sua vez de ler para os colegas a piada que lhe coube e de ouvir a dos colegas. Divirta-se!


Dica para o professor:
Um dos objetivos da atividade é envolver os alunos na leitura desse gênero textual para criar repertório e para que tenham oportunidade de apreciar algumas características das piadas. 
É também objetivo exercitar a leitura compreensiva e, posteriormente, a expressão oral do texto humorístico. Para essa aprendizagem, é importante que os alunos observem a importância da pontuação, tanto para a compreensão do texto como para orientar a oralização. Os estudantes devem procurar a entonação adequada para produzir o efeito de humor desejado.
As piadas tradicionalmente são contadas, mas é bastante comum e freqüente encontrarmos sua reprodução em meio gráfico e elas acabam também sendo objeto de leitura. Por isso, vamos centrar nossa atenção no exercício de leitura em voz alta do texto escrito: uma boa oralização é etapa posterior da leitura silenciosa e da compreensão do texto. Assim, é importante o professor acompanhar o ensaio de oralização das duplas para ajudar a resolver possíveis problemas de compreensão das piadas.

A pontuação e o sentido
Quem digitou o texto abaixo se esqueceu de colocar alguns sinais de pontuação. Veja se você descobre qual o sinal mais adequado para preencher as lacunas.
A pontuação que você escolher pode permitir diferentes interpretações da fala de cada personagem. Use interrogação (?), exclamação (!) , reticências (...) ou ponto final (.) e tome sua decisão. Vamos lá?

Dica para o professor:
Uma boa estratégia para o desenvolvimento dessa atividade é propô-la como atividade em duplas. Desse modo, os alunos podem confrontar suas hipóteses e refletir antes de concluir a resposta. Durante a correção do exercício, o professor não deve dar a resposta correta imediatamente, mas criar oportunidade para que as duplas apresentem suas soluções para, a partir das respostas dadas, discutir com os estudantes, levando-os a pensar nas alternativas possíveis de pontuação para cada caso.

Piada para pontuar:
A dona de casa falando com o açougueiro:
— Quanto está o quilo da carne de segunda___
— Quatro e oitenta e cinco___
— Credo, que roubo___  O senhor não tem coração___
— Tenho sim, dona___  Tá quatro e cinqüenta___

Dica para o professor:
Observe que o sinal de pontuação nem sempre representa a única alternativa para o enunciado que se está pontuando. No caso da resposta do açougueiro, “Quatro e oitenta e cinco”, a pontuação final pode ser ponto ou exclamação. Essa escolha é uma opção estilística do autor. É importante discutir com os alunos as nuances de sentido que cada escolha implica e ressaltar que qualquer alternativa é correta. O mesmo ocorre em “Credo, que roubo”, que, ao final, além da exclamação, pode receber reticências e ponto. Em “O senhor não tem coração” fica também evidente a mudança de sentido se o aluno optar por ponto, interrogação ou exclamação. É interessante que o estudante perceba a função do sinal de pontuação para a compreensão do texto.

Versão original da piada selecionada

A dona de casa falando com o açougueiro:
Quanto está o quilo da carne de segunda?
Quatro e oitenta e cinco!
Credo, que roubo! O senhor não tem coração?
Tenho sim, dona! Tá quatro e cinqüenta!




quinta-feira, 24 de setembro de 2009

LINGUAGEM

Sugestões para o trabalho a ser realizado com os alunos que revelaram em suas composições deficiências relativas à Organização de Ideias, à pontuação e a Ortografia.


I - Organização de Ideias:

    a) Narrativas de histórias, passeios, viagens, etc.

    b) Apreciação de gravuras (enumeração de elementos, descrição, histórias sugeridas pelas gravuras, etc.)

    c) Excursões (Planejamento, execução, verificação - Aproveitamento de todas as situações que possam levar o aluno a expressar suas ideias, aquilo que observou, que lhe chamou atenção, que lhe despertou maior interesse, etc.)

    d) Formação de sentenças:

    1. Com palavras apresentadas pelo professor;
    2. Com palavras escolhidas pelo aluno;
    3. Referentes a uma história lida ou ouvida;
    4. Referente a uma gravura.

    e) Cópias de trechos escolhidos pelos alunos (em prosa e verso).

    f) Leituras interpretativas.

    g) Poesias e quadrinhas (recitativas - explicação pelo aluno, do conteúdo das mesmas.)

    h) Relato de experiências realizadas nas aulas de estudos naturais (germinação, gravidade, etc.)

    i) Preparação de notícias para o jornal de classe.( se tiver )

    j) Avisos, recados, etc.

    l) Jogos específicos.

II - Pontuação:

    a) Cópias motivadas:


    1. de pequenos textos

    b) Leituras:

    1. de histórias
    2. de trechos interessantes escolhidos pelo professor
    3. de trechos escolhidos pelo aluno.

    c) Apresentação de cartazes ilustrados e com sentenças ou contos devidamente pontuados (casas da pontuação ou estudo)

    d) Formação de sentenças

    e) Redação de avisos e ordens (Explicação prévia do professor referente à pontuação a ser usada)

    f) Notícias para serem afixadas no quadro de avisos da classe

    g) Ditado-exercício e ditado-prova

    h) Trechos para pontuação (Exercícios).

III - Ortografia

    a) Ditado-exercício

    b) Leitura com observância das palavras cuja grafia que o aluno deve fixar

    c) Cópias motivadas

    d) Organização de cartazes com a relação das palavras cuja grafia esteja sendo objeto de estudo. Emprego dessas palavras em sentenças e ditados.

    e) Auto-ditado

    f) Ditado-prova

    g) Jogos específicos.

Observação importante:
Esta lista de forma alguma está completa; serve no entanto como um guia básico e dependendo da criatividade do professor, muitas outras situações poderão ser acrescentadas.


Fonte:
Centro de Pesquisas o Orientação Educacionais da S.E.C. do RS. - Brasil